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A missão da escola é educar para a vida e formar cidadãos. Sua realização só é possível à medida em que forem criados espaços, oportunidades, projetos e atividades, através dos quais os alunos aprendam a dialogar, a respeitar o outro, a negociar conflitos, a conviver com as diferenças, a trabalhar em grupo, a controlar os impulsos agressivos, dentre outras habilidades sociais. O ambiente escolar é um lugar onde se encontram diversos tipos de pessoas, cada uma delas com sua etnia, cultura, religião, educação, personalidade e opinião. Através dessa mistura, é comum que surjam conflitos, pois cada um tem sua maneira de ser e de viver. Fato é que os conflitos na escola podem atrapalhar o ensino e a aprendizagem dos alunos, interferindo na convivência social do ambiente escolar. Neste contexto, a mediação pode ser considerada uma ação socioeducativa, pois estimula a reflexão sobre temas sensíveis, como a discriminação, a opressão e a exclusão em todas as suas manifestações, colaborando para a formação de indivíduos conscientes, participativos e solidários.

A Mediação Escolar pode ser desenvolvida de duas formas. Na primeira opção, o mediador pode atuar como intermediário direto nas questões sociais e de comportamento, na comunicação e em determinadas atividades escolares. Na segunda opção, é feita a capacitação de membros da escola, como diretores, professores, funcionários ou alunos, para atuarem como mediadores e a implementação de um núcleo de mediação na escola, com o objetivo de ensinar uma forma pacífica e amigável de resoluções de conflitos, como alternativa a modos violentos e autoritários de solução dos problemas. Essas competências permitem o desenvolvimento de projetos que promovam escolas democráticas, pacíficas e seguras, efetivamente inseridas nas comunidades em que se localizam, assim como a promoção de práticas alternativas de resolução de conflitos, com respeito à diversidade e ao pluralismo de ideias.